#Nodeserto: Aprendendo com Deus nos momentos difíceis

Em algum momento da vida, todos nós atravessamos o deserto. Seja o deserto
do desemprego, o deserto do abandono, o deserto da decepção, o deserto da
enfermidade, o deserto do medo, o deserto da depressão, não importa qual
nome ele receba, uma hora ele chega à nossa vida, sem ser convidado.
Nessa hora, podem passar pela nossa cabeça pensamentos como: “Deus me
esqueceu”, “Deus não se importa comigo” ou “Estou sozinho aqui”. Mas, deixe-
me lembrar você de que nada disso é verdade.
Não existe lugar longe demais onde Deus não esteja, é o que nos assegura o
salmista Davi, no capítulo 139, vs 7-10: “Para onde poderia eu escapar do teu
Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença?Se eu subir aos céus, lá
estás; se eu fizer a minha cama na sepultura, também lá estás. Se eu subir
com as asas da alvorada e morar na extremidade do mar, mesmo ali a tua mão
direita me guiará e me susterá.” Isso inclui nossos desertos. Nosso desafio é
acalmar o coração e sossegar a mente para perceber a doce e inconfundível
presença de Deus.
Não somos os primeiros a atravessar desertos. Alguns personagens bíblicos
que também fizeram essa travessia nos mostram como a presença de Deus foi
revelada em meio à solidão. Moisés ficou durante 40 anos na terra de Midiã,
como fugitivo, talvez imaginando que ali terminaria seus dias. Mas então Deus
apareceu em meio à sarça ardente (Exodo 3), revelando que ele seria usado
para livrar o povo de Israel do Egito e, então, sua história mudou por completo.
Não nos lembramos de Moisés como o apascentador de ovelhas em Midiã,
mas como o libertador do povo do Deus.
O deserto do profeta Elias foi uma caverna, onde ele se escondeu após as
ameaças de Jezabel (I Reis 19), que prometeu matá-lo. O homem tão cheio de
fé, tão ousado, agora teve medo da ameaça de uma mulher. Pediu a morte
para Deus e foi para o seu deserto, sentindo-se totalmente desprotegido.
Então, Deus o encontra ali, diz para ele que não está sozinho, o anima e ainda
lhe dá tarefas. Ou seja, Deus estava dizendo: não é hora de morrer, Elias, eu
não te abandonei e ainda tenho trabalho para você!
Como não lembrar também de Jesus no deserto? Em Mateus 4, a Bíblia
registra que, após ser batizado, Jesus foi cheio do Espírito Santo, porém o
Espírito o conduziu para deserto para ser tentado pelo diabo. Jesus jejuou por
40 dias. Então, o diabo se apresentou e o tentou de várias formas, mas ele

resistiu a todas as tentações.  “Então o diabo o deixou, e anjos vieram e o
serviram.” (Mt 4.11)
É inegável que o deserto não é um lugar confortável, mas é também verdade
que Deus se manifesta ali, de muitas formas. Pode estar se manifestando hoje
a você, preste atenção!
Não fique desesperado pelo momento em que você sairá do deserto, Deus tem
isso sob o seu rigoroso controle. Entenda que o deserto é o lugar do encontro
com Deus, da companhia divina.
Não entre em pânico. Deus está atravessando esse deserto com você. Pense
que “a experiência do deserto nos conduz ao autoesvaziamento, à completa
submissão a Deus e aos seus caminhos”, escreveu Ricardo Barbosa, na
revista Ultimato (mai-jun/2014). Você está na total dependência de Deus, seu
Criador, Pai, Salvador e Amigo e isso é libertador!

Dsa. Lilian Mendes integra a equipe do Departamento Ministerial – Convenção
Geral e congrega na IAP em Vila Maria (SP).