Leia Mais: Uma criação singular

Depois de formar o primeiro casal, “Deus viu tudo quanto fizera, e era muito bom”

“E viu Deus que tudo era bom” é a expressão proferida pelo criador que se repete a cada passo de sua criação. Contudo, ainda faltava algo… Então, ele fez o homem e a mulher. Após a criação do primeiro casal, a expressão mudou: “E Deus viu tudo quanto fizera e era muito bom”.

Reparemos na forma singular como ele nos fez, descrita em Gênesis 2 e 3: “Façamos os seres humanos à nossa imagem, de forma que reflitam a nossa natureza.O Senhor fez o homem cair em um sono profundo (a primeira anestesia) e, enquanto este dormia, tirou-lhe uma de suas costelas, fechando o lugar com carne (o primeiro cirurgião, com a habilidade para não deixar cicatriz…). Com a costela que havia tirado do homem (temos a composição deles, somos feitas do mesmo material!), o Senhor Deus fez uma mulher e a levou até ele” (ao ver a mulher pronta, Deus a tomou pelo braço e, como um pai amoroso no dia do casamento, conduziu-a até o marido).

A delicadeza na criação da mulher é algo que nos faz sentir privilegiadas. Fomos idealizadas por Deus para completar a criação, separadas para ser ajudadoras, não apenas de nossos maridos, mas do Criador. Recebemos de Deus a possibilidade de participar do processo de geração da vida, dentro e fora de nossos ventres! Dotadas de grande facilidade de comunicação, possuímos um coração que consegue abraçar os filhos para ele.

Nas Escrituras, as mulheres sempre foram citadas como ajudadoras do povo e da igreja de Deus. No início do ministério de Jesus, muitas o seguiram e serviram. Mantiveram-se a seu lado até chegar à cruz e também no sepulcro. Estiveram lá logo após sua ressurreição e perseveraram, proclamando boas novas do evangelho!

Mulheres, Deus tem uma nova terra preparada para os filhos que hão de herdar a salvação. Somos convidadas a participar desse projeto divino ao ensinar nossos filhos, biológicos ou não, e a todos quantos pudermos, a andar no caminho da salvação.

Nossa existência nessa terra é passageira. O salmista a compara a um conto ligeiro, a uma erva que nasce, cresce e morre com rapidez, marcada por muitas escolhas. Sobre elas, nem sempre temos alçada, como a opção pelos pais, pela cor dos olhos, pela fase da história da humanidade em que nascemos… Deus, entretanto, oferece a todos o privilégio da escolha mais significativa: o lugar em que passaremos a eternidade!

Escolhamos Deus, o Eterno! Escolhamos viver por ele e para ele! Escolhamos influenciar muitos a repetir tal escolha. Usemos esta vida para espalhar o bom perfume de Cristo. Façamos uso dos dons recebidos do Pai para proclamar que Jesus é o Cristo e que vive! Anunciemos que ele voltará para buscar sua Igreja.

Enquanto esperamos, oremos como Moisés: “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos um coração sábio” (Sl 90:12).

Dsa. Elaine C. Fontana Cunha na edição 62 da revista O Clarim

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