Empatia – use sem moderação!

Por definição, empatia significa a capacidade psicológica para sentir o que sentiria outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. É basicamente se dispor a tentar compreender sentimentos e emoções do outro.

A humanidade caminha em constante decadência com o passar dos anos e se torna cada vez mais distante do ideal criado por Deus. Justamente para resgatar a semelhança com o Pai, nosso irmão mais velho, Jesus, veio nos ensinar sobre amor, bondade e empatia. Durante seu ministério, podemos ver como Ele se importava com os sentimentos de cada um, como olhava com amor para cada pedido, como fazia questão de parar para ouvir atentamente quando lhe procuravam. Não eram somente ações, eram demonstrações sinceras de empatia.

Ao ler a história narrada em Lucas 7:11-16 vemos grande manifestação de empatia com o sofrimento daquela viúva que enterrava seu único filho. A dor daquela mãe não passou despercebida a Jesus. Quando em Marcos 7:32-35 curou um surdo, ele o retirou do meio da multidão, muito provavelmente para que a cura milagrosa e estranha, não o deixasse constrangido ou assustado.

Quando era mais nova, ouvia a expressão “coloque-se no meu lugar”  e confesso que não entendia muito bem o que aquilo significava, até que pude ser tocada por tantas pessoas especiais que literalmente se colocaram em meu lugar, sentiram minha dor, choraram comigo e me ajudaram a atravessar desertos inteiros. Entendi o significado de compaixão, solidariedade e alívio das cargas demasiadamente pesadas.

Nosso Jesus também fez isso. Ele tomou nossa cruz pesada. Nos amou. Calçou nossos sapatos e literalmente se colocou em nosso lugar. Sentiu nossas dores, anseios, medos e aflições e ao vencer todas elas, nos deixou um guia de sobrevivência. O apostolo Pedro aconselha os cristãos a compartilhar sentimentos e exercer amor fraternal e compaixão (1 Pedro 3:8); Paulo nos orienta a dedicarmos ao outro amor fraternal, a se alegrar com os que se alegram; chorar com os que choram (Romanos 12:10-16).

Ofereça mais do que palavras, ofereça colo, abraços, compartilhe da dor, da tristeza, das lágrimas e aflições. Doe seu tempo e habilidades pra ajudar a encontrar soluções. Doe esforços físicos, mentais e monetários.

Deixo uma trilha sonora para esse dia. A canção de Paulo Cesar Baruk. “Seria tão bom, se o que a gente fala fosse pura compaixão, amor, cuidado e zelo por aquele nosso irmão, seria tão bom…” Que os versos do refrão ecoem em seu coração “Ah Pai faz de mim alguém parecido contigo…”

Tatiane de Carvalho Andrade Vitorino, casada com Pedro Vitorino da Silva Jr., secretária executiva bilíngue, congrega na IAP em Vila Nhocuné.