Compartilhar, nossa missão de vida

O livro de Rute possui princípios interessantes para a vida Cristã. O capítulo dois, por exemplo, ressalta a atitude de compartilhar. Noemi e sua nora Rute, moabita e viúva de um de seus filhos, haviam chegado a Israel, necessitando de quase tudo. A vida recomeçou e foram vitoriosas, porém é preciso perceber dois princípios da graça em Boaz.

Primeiro. Graça obediente ou legal.

Deus havia ordenado ao seu povo que quando entrasse em Canaã, por ocasião da colheita, não deveria buscar o que ficava para trás, de grãos, cachos ou frutos, para que estes ficassem para os pobres e estrangeiros – Lv 19.9, 10. Este princípio os fazia lembrar quem eles foram. Eles haviam sido escravos, que foram libertos por Deus e recebido uma terra maravilhosa, por exclusividade do amor, bondade e graça Divina – Lv 19. 34. Da mesma forma deveriam compartilhar o que haviam recebido de Deus.

Outros textos também nos ensinam a respeito de compartilhar de forma graciosa: “Ao Senhor empresta o que se compadece do pobre, ele lhe pagará o seu benefício.” Pv 19.17. “Reparte com sete, e ainda até com oito, porque não sabes que mal haverá sobre a terra.” – Ec 11.2. “Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé.” – Gl 6.10.

A Bíblia não pode ser teórica para nós. Assim como a fé, o amor também se manifesta em atitude: “Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus? Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.” 1 Jo 3.17,18.

 Segundo, graça extravagante.

Entendemos por graça extravagante quando vamos além, damos um passo a mais. Quando não queremos simplesmente ajudar, mas ajudar com excelência.

“E, levantando-se ela a colher, Boaz deu ordem aos seus moços, dizendo: Até entre as gavelas deixai-a colher, e não a censureis. E deixai cair alguns punhados, e deixai-os ficar, para que os colha, e não a repreendais.” – Rt 2.15, 16. Ele não economizou, mas fez o máximo para ajuda-la.

A graça de Deus para nos salvar, também foi extravagante, quando deu o Seu único filho na cruz – Jo. 3.16. E no dia a dia, o cálice dado por Deus, não transborda? Salmo 23.5. Então, não economizemos em atitudes de amor.

Há muitas formas de ajudar: Diretamente, suprindo aquilo que alguém está precisando. Aliás, o inverno está chegando, que tal uma campanha de agasalho? E pode ser também ensinando algo, na área da culinária, da costura, da informática, da saúde, de preparação para concursos ou vestibulares, de elaboração de currículos… E como não pode faltar, a intercessão ao Soberano de todas as coisas.

Coloque a sua vida para o bem estar de outros. Faça alguém sorrir. Compartilhe, não esporadicamente, mas como missão de vida. Assim deve ser: graça recebida, graça compartilhada.

Por: Pastor Elias Alves Ferreira

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