Acessibilidade uma atitude de amor

Dia da Pessoa com deficiência física

O dia 11 de outubro é alusivo à pessoa com deficiência física, estima-se que o Brasil possua atualmente mais de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, destas aproximadamente 13 milhões são portadoras de deficiência física, sendo que as ações do governo para assegurar a qualidade de vida desses cidadãos são mínimas, no dia a dia o que vemos são ruas e lugares inapropriados sem nenhuma acessibilidade.

Acessibilidade de acordo com o dicionário é a qualidade do que é acessível, ou seja, aquilo que é atingível, que tem acesso fácil. Este substantivo é diretamente relacionado ao deficiente físico, porém geralmente essa associação se faz por busca de melhorias físicas que facilitam sua vida, como rampas nas calçadas, ônibus com elevador, semáforos audíveis e entre outras. Entretanto deve ir além disso, nós precisamos ser acessíveis, qual sua reação quando um deficiente visual precisa atravessar a rua e está sozinho?! E quando o ônibus para, de modo que um cadeirante entre e você está atrasado?! Estamos tendo boas atitudes, ou ficamos envolto da vergonha e preconceito?

Um conceito interessante é o de Acessibilidade Atitudinal, ato de ser acessível através de nossas atitudes, porém tal ato seria construído através do tempo, desde o início da formação do indivíduo. A advogada Deborah Prates, em seu livro, cujo tema é Acessibilidade Atitudinal, convida a sociedade à reflexão, ao diálogo e a conciliação com as pessoas com deficiência. Ela, que é deficiente visual, explica o conceito e narra algumas crônicas do seu dia a dia. Através do seu relato, nos chama a uma mudança de atitude. “ […] não é o limite individual que determina a deficiência, mas sim as barreiras existentes nos espaços, no meio físico, no transporte, na informação, na comunicação e nos serviços. Precisamos construir um Brasil sem deficiência, pelo que a implementação das acessibilidades se faz urgente. ”

Jesus é o nosso maior exemplo de amor e acessibilidade, muitos são os relatos de curas e milagres com deficientes físicos, um em especial me chama   atenção. Descrito em Marcos 2:1-11, um paralítico é levado até Jesus por quatro amigos, esses sem medir esforços sobem no telhado da casa, com seu amigo no leito, para ter acesso ao mestre de modo que este o curasse, Jesus ao presenciar tamanha fé o curou. Enquanto a sociedade os marginalizavam, Cristo os acolhia e era acessível, revelando através deles a glória de Deus.

Apesar dos avanços, os deficientes ainda são marginalizados em nossa sociedade. Por exemplo quantas igrejas tem um interprete de libras? Perceba o quanto limitamos o acesso a Cristo, simplesmente por não estarmos preparados, lembremos que o ide de Jesus é para todos, então que nos importemos e busquemos diminuir as deficiências em todos os ambientes, e que venhamos a debater esse tema constantemente. Pois, quando Jesus voltar seremos transformados, não haverá deficiência. “ Então os cegos verão e os surdos ouvirão, os aleijados pularão e dançarão e os mudos cantarão de alegria. ” Is 35: 5-6.

Prates, Deborah. Acessibilidade Atitudinal. 1.ed. Rio de janeiro: gramma, 2015.

Hanna Katarine dos Santos Felipe. Graduanda em Biomedicina na UFPA. Congrego na IAP- Marco, Belém, Pará. Professora da CAIAP ( Classe de Adolescentes da Igreja Adventista da Promessa)