A prática da confissão

Todos somos pecadores, achamos tudo normal e não nos vemos tão errados, só tomamos conhecimento do nosso afastamento de Deus, quando aceitamos Jesus como o nosso salvador. Aí começamos a ficar preocupados com a nossa tendência pecaminosa. Vamos percebendo que os malefícios do pecado são danosos e tiram a nossa paz.

Na realidade quanto mais nos aproximamos de Deus, percebemos o quanto somos pecadores. Vejamos um exemplo bíblico: o apóstolo Pedro havia pescado a noite inteira e não havia apanhado nada, quando Jesus chegou e mandou lançar as redes, Pedro obedeceu, então apanharam uma grande quantidade de peixes, que até se rompiam as redes. Vendo isso Pedro afirmou: Senhor ausenta-te de mim, porque sou um homem pecador (Lucas 5:4-8).

Na presença de Jesus, Pedro olhou para si mesmo e viu a sua verdadeira situação de pecador. Quanto mais nos aproximamos de Jesus, através da leitura bíblica, da oração e de outras disciplinas, vamos adquirindo convicção de que somos mais pecadores. Mas a Palavra nos mostra um caminho para resolver essa situação: I João 1:9 “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”.

A confissão, algo que não é do nosso costume, é uma prática na Igreja Católica, vejamos o seu mandamento: “todo fiel, depois de ter chegado à idade da discrição é obrigado a confessar seus pecados graves, dos quais tem consciência, pelo menos uma vez por ano”. Catecismo da Igreja Católica (CIC) número 1457.

As igrejas protestantes em geral não tem essa ordenança. Essa importante prática foi trazida à tona na Lição Bíblica “Academia Espiritual”, estudo de número 6, cujo tema é “Exercício da confissão”. Devemos nos confessar a Deus em nossa oração diariamente, isso vai nos trazer saúde física e espiritual. Tiago 5:16 “Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis”.

Apesar da confissão não ser fácil, muitas vezes devido à timidez, medo, vergonha, mas vale a pena porque reatamos a paz com Deus, e ouvimos a terna voz do Pai que declara um amor incondicional, como no batismo de Jesus: “Tu és meu filho e me dás muita alegria!” (Mc 1.11).

Por fim, reafirmamos que o ato de confissão de pecados traz a paz ao coração e restauração entre o ser humano e o Pai. Esta é uma realidade para o presente, instaurada por Jesus que disse: “Vinde a mim os que estão cansados e oprimidos e tenham descanso” Vamos à prática da confissão!

Dsa.Deusa de Oliveira Teixeira, Tesoureira da Fesofap, integrante do Demi, congrega na IAP em Vila Medeiros/SP, bancária aposentada.